Soluções

As peças que formam
a estrutura.

Esta página é educacional. Ela explica como cada classe funciona, para que tipo de objetivo costuma ser usada e quais riscos gerais carrega. Nenhuma classe e nenhum ativo específico são recomendados aqui: a adequação depende do seu perfil, dos seus objetivos e do seu horizonte, e essa avaliação acontece na relação com o cliente.

A arquitetura do todo

Nenhuma peça é analisada isoladamente.

As classes não são uma lista de produtos. São peças com funções diferentes dentro de uma mesma estrutura. O que importa é a função de cada uma no conjunto.

Como lemos o conjunto

Duas perguntas, sempre as mesmas.

Como o patrimônio está distribuído entre classes, e quanto dele está disponível em cada prazo. Os desenhos abaixo ilustram o formato de leitura.

Distribuição por classe
  • Renda fixa42%
  • Multimercado18%
  • Renda variável16%
  • Internacional12%
  • Imobiliário7%
  • Caixa5%
Disponibilidade por prazo
  • Liquidez imediata
    8%
  • Até 2 anos
    17%
  • 2 a 5 anos
    30%
  • Acima de 5 anos
    45%

Dados fictícios, apresentados apenas como exemplo de formato de leitura. Não representam carteira real, recomendação, sugestão de alocação ou rentabilidade.

Camadas de compreensão

Cada classe, em detalhe.

Classe

Renda fixa

O que é. Títulos em que a regra de remuneração é definida na contratação, prefixada, pós-fixada ou atrelada à inflação. Inclui títulos públicos, CDBs, LCIs, LCAs, debêntures, CRIs e CRAs.

Para que costuma ser usada. Costuma servir a objetivos de prazo mais curto, à reserva de liquidez e à parcela do patrimônio que não deve oscilar.

Riscos gerais. Risco de crédito do emissor, risco de liquidez em papéis com mercado secundário restrito e marcação a mercado, que faz o valor oscilar antes do vencimento. Alguns produtos contam com cobertura do FGC dentro dos limites e condições vigentes.

Classe

Renda variável

O que é. Ações e fundos de ações, negociados em bolsa, cujo valor varia conforme o desempenho das companhias e as condições de mercado.

Para que costuma ser usada. Usada para a parcela do patrimônio com horizonte longo, em que a oscilação de curto prazo não compromete objetivos.

Riscos gerais. O investimento em ações é um investimento de risco. Há possibilidade de perda de parte ou da totalidade do capital investido, e rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Classe

Fundos de investimento

O que é. Veículos coletivos com gestão profissional e política de investimento própria, disponíveis em diferentes classes, estratégias e níveis de risco.

Para que costuma ser usada. Permitem acesso a estratégias e mercados que seriam difíceis de acessar individualmente, com diversificação dentro do próprio veículo.

Riscos gerais. Cada fundo tem seu próprio conjunto de riscos, descrito no regulamento e na lâmina. Há taxas de administração e, em alguns casos, de performance, além de prazos de resgate que afetam a liquidez.

Classe

ETFs

O que é. Fundos de índice negociados em bolsa, que buscam replicar o desempenho de um índice de referência, seja de ações, de renda fixa, de um setor ou de um mercado inteiro.

Para que costuma ser usada. Dão exposição diversificada a um mercado em uma única operação, com taxa de administração normalmente menor que a de fundos de gestão ativa e liquidez de bolsa.

Riscos gerais. O ETF acompanha o índice tanto na alta quanto na queda, sem gestão que tente reduzir perdas. Há risco de mercado do índice replicado, diferença entre o retorno do fundo e o do índice, e risco cambial nos ETFs com exposição internacional.

Classe

Fundos imobiliários

O que é. Fundos que investem em imóveis, em cotas de outros fundos imobiliários ou em títulos de crédito imobiliário, com cotas negociadas em bolsa.

Para que costuma ser usada. Exposição ao mercado imobiliário sem a compra direta de um imóvel, com distribuição periódica de rendimentos e liquidez de bolsa.

Riscos gerais. Oscilação do valor da cota, risco de vacância, risco de crédito nos fundos de papel e risco de liquidez em fundos com baixo volume negociado. A distribuição de rendimentos não é garantida.

Classe

Investimentos internacionais

O que é. Exposição a ativos de outras economias e a outras moedas, por meio de fundos, BDRs ou estruturas de investimento no exterior.

Para que costuma ser usada. Reduz a concentração do patrimônio em uma única economia e em uma única moeda, o que afeta o comportamento do conjunto.

Riscos gerais. Risco cambial, risco de mercado das economias em que se investe e regras próprias de tributação. A variação da moeda pode ampliar tanto ganhos quanto perdas.

Classe

Previdência privada

O que é. Estrutura de acumulação de longo prazo, nas modalidades PGBL e VGBL, com regimes de tributação progressivo ou regressivo.

Para que costuma ser usada. Usada em planejamento de longo prazo e aposentadoria, com regras próprias de portabilidade entre planos e instituições.

Riscos gerais. Taxas de administração e, em alguns planos antigos, de carregamento. A escolha entre PGBL e VGBL e entre os regimes de tributação tem efeito relevante e depende da situação de cada pessoa.

Classe

Ofertas públicas

O que é. Participação em ofertas públicas de distribuição, conforme as regras e o cronograma de cada operação.

Para que costuma ser usada. Acesso a operações no momento da distribuição, dentro das condições estabelecidas nos documentos da oferta.

Riscos gerais. Cada oferta tem seus próprios riscos, descritos no prospecto e nos demais documentos da operação. A alocação solicitada pode não ser integralmente atendida.

Classe

Seguros, crédito e câmbio

O que é. Soluções complementares relacionadas aos mercados securitário, de crédito e de câmbio, disponíveis conforme a estrutura aplicável.

Para que costuma ser usada. Complementam a organização patrimonial em temas como proteção familiar, liquidez e operações em moeda estrangeira.

Riscos gerais. São atividades complementares, prestadas desde que não conflitem com a atividade de assessoria de investimentos e mantida a devida segregação, na forma das normas aplicáveis.

Todo investimento envolve risco. As descrições acima são gerais e não substituem a leitura dos documentos oficiais de cada produto, como regulamento, lâmina, prospecto e Documento de Informações Essenciais. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, e na realização de operações com derivativos existe a possibilidade de perdas superiores aos valores investidos.

A pergunta certa não é qual classe é melhor.

É qual estrutura faz sentido para os seus objetivos. É daí que a conversa começa.

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